sexta-feira, maio 29, 2009

UM PIONEIRO DA RNCV

Na esteira do projecto de valorização da história da radiodifusão em Cabo Verde, o KRIOL RÁDIO orgulha-se de apresentar a primeira parte de uma grande entrevista (conversa) com o jornalista Orlando Rodrigues.

Pergunta: Como era a rádio quando começaste a trabalhar (os testes para a entrada na rádio, as hierarquias, o trabalho desenvolvido, a opinião dos ouvintes, as estratégias de programação e informação) e como é que se desenvolveu o teu percurso?

Resposta: Comecei a trabalhar na rádio em 1985, mais precisamente a 01 de Julho, nas vésperas do 10º aniversário da independência nacional. Fomos nessa altura um grupo de 12 candidatos que, após um concurso muito participado, foram escolhidos para, durante cerca de um ano, receber formação em jornalismo e em áreas complementares. Para além das técnicas e das regras de ética e deontologia da profissão, tivemos módulos de economia, política, ciências sociais etc. Houve igualmente uma parte da formação ministrada pelo CENFA, voltada para o conhecimento da Administração Pública cabo-verdiana, e outra sobre política internacional. A vertente jornalística da formação foi ministrada por profissionais portugueses, de que posso citar alguns nomes, nomeadamente o António Jorge Branco, então jornalista e integrante da Cooperativa de Comunicação Social TSF, que foi o coordenador de todo o curso, Emídio Rangel, Adelino Gomes, Carlos Cruz e Teresa Moutinho, entre outros. Também tivemos como monitores muitos quadros cabo-verdianos, entre os quais pontuava o falecido Renato Cardoso. Do grupo dos 12, faziam parte a Fátima Azevedo (actualmente na Cabo Verde Investimentos) e a Salomé Monteiro, que já trabalhavam na Emissora Oficial havia vários anos, e ainda a Elizabete Correia (a trabalhar actualmente na TCV), que tinha alguma experiência ao nível de produção na Rádio Educativa. Elas não participaram no concurso de acesso mas apenas no curso que se seguiu. Os restantes elementos do grupo eram o Valdemar Almeida, o Mário Almeida (cito estes em primeiro lugar porque, para além de mim e da Salomé Monteiro, são os que ainda trabalham na RCV), o Valdir Alves (actualmente nos EUA), a Laura Silva (actual quadro da TACV), o Nicolau Andrade (nos EUA), o falecido e saudoso Manuel Almada (Kaya), que depois iria integrar a redacção do jornal “Voz di povo”, o Renato Fernandes (actual oficial da PN) e o Emílio Borges (a viver em Portugal). Iniciámos o curso em Janeiro e um mês depois, já de posse dos primeiros rudimentos teóricos de jornalismo, começámos a trabalhar em simulador, tendo sido distribuídos em quatro turnos de trabalho. O primeiro (dois elementos), de que era editor o Valdemar Almeida, ia das 04H00 às 09H00 da manhã e produzia e apresentava as sínteses informativas das 05H00, 06H00 e 08H00, para além dos Títulos da Actualidade às 06H30 e o Primeiro Jornal às 07H00. O segundo turno (quatro elementos), que começava às 08H00, era coordenado pela Fátima Azevedo e fazia as intercalares hora a hora, os títulos das 12H30 e o Jornal da Tarde, às 13H00. A edição do terceiro turno (quatro elementos), que se ocupava das sínteses horárias ou flashes, como também lhes chamávamos na altura, dos títulos das 19H30 e do Jornal Noite, às 20H00, era assegurada pelo Valdir Alves. Finalmente tínhamos o último turno, que eu coordenava, e ia das 18H00 às 00H00, editava e apresentava as notícias intercalares das 20H00, 21H00 e 22H00, os títulos do Jornal às 22H30 e os títulos do dia, à meia noite. Tudo isto fazia parte da nossa formação, uma vez que, como já disse, tratava-se de um simulador. Saíamos à rua, procurávamos e reportávamos coisas do dia a dia do universo social da capital, cobríamos os acontecimentos da chamada agenda oficial, dávamos conta dos eventos desportivos e, com esse material de reportagem, produzíamos todo o conjunto de serviços informativos já descrito, embora em circuito fechado. Não íamos para o ar, estávamos apenas preparar-nos, e isto aconteceu durante meses, para o grande momento em que seríamos lançados para o éter em directo e sem outra protecção contra as críticas que aquela que derivasse da nossa capacidade de fazer um bom trabalho. Esse momento chegou no dia 01 de Julho de 1985, com a cobertura das actividades comemorativas do 10º aniversário da independência nacional. Estivemos no ar durante uma semana, com todo o leque de edições informativas que já tínhamos testado em simulador. Embora há quem não goste da palavra, e não querendo sobrevalorizar os acontecimentos tanto mais que neles fui participante activo, tratou-se de uma pequena-grande revolução na vida da rádio em Cabo Verde, a começar pelo facto de, pela primeira vez, ela produzir informação seleccionada, elaborada e hierarquizada com base em critérios puramente jornalísticos. Um exemplo disso é que rompemos com uma prática tradicional que consistia em dar conta, na abertura dos noticiários, das actividades do Presidente da República. Antes desse dia 01 de Julho de 1985, todos os serviços informativos abriam religiosamente da mesma forma: O secretário-geral do PAICV e Presidente da República recebeu hoje de manhã em audiência… e depois toda uma vasta lista de coisas que o chefe de Estado tinha feito ao longo da manhã, seguindo-se o anúncio do que viria a fazer à tarde, por menos interesse jornalístico que essas informações tivessem. Outro ganho introduzido dizia respeito à duração das peças, que deixaram de ter quatro, seis ou mesmo 10 minutos, passando a responder todas ao mesmo critério temporal de um máximo de dois minutos. O alinhamento das notícias nas edições informativas também passou a respeitar os critérios jornalísticos, e hierarquização das matérias era definida pelo próprio editor, em concertação com a sua equipa. Pela primeira vez na história da rádio em Cabo Verde uma notícia do desporto, uma ocorrência de âmbito social envolvendo cidadãos comuns e não os dignitários do regime ou, ainda, uma matéria de cariz internacional passaram a ter dignidade de “primeira página”. Tudo isto para não se falar já do grande fluxo de informação que era produzido, de hora a hora, quanto até aí a Emissora Oficial, em simultâneo com a Rádio Voz de São Vicente, apenas apresentava o Jornal da Tarde e o Jornal da Noite. Deve-se ainda salientar, como um advento não menos importante, os grandes avanços que a estrutura da rádio pública, a única que havia então, conseguiu. Foi nessa altura que a Emissora Oficial, a Rádio Voz de São Vicente e a Retransmissora do Sal (que se transformaria então, numa delegação) se congregaram e deram fundação à Rádio Nacional de Cabo Verde (RNCV), passando a constituir um órgão de informação único com uma estrutura descentralizada. Passou a haver uma programação nacional, uma produção informativa coordenada e dinâmica e uma rede de radiodifusão que já cobria, apesar das limitações técnicas e tecnológicas de então, a maior parte do território nacional e o grosso da população do país. Não tenho dúvidas em dizer que a informação radiofónica e o jornalismo cabo-verdiano, nessa altura, deram um passo importante, mesmo que pequeno, para começar a libertar-se das teias próprias de um regime de partido único. Foi a partir dessa época que, na rádio cabo-verdiana, se deixou de qualificar os elementos da UNITA como rebeldes e os da RENAMO como bandidos armados. Também foi a partir dessa altura que, embora tímida e gradualmente, se começou a expurgar da linguagem jornalística radiofónica o tratamento de “camarada”, então obrigatório nas referências aos dirigentes do país. Mas não estou a dar registo destes factos para reivindicar para nós, todos aqueles que começaram a fazer rádio em 1985, o estatuto de opositores ao partido único. Não, conto isto apenas para referenciar que professávamos um compromisso forte para com o jornalismo que tínhamos aprendido e que queríamos pôr em prática. Tanto mais que poucos ou nenhum de nós, à semelhança do que ocorria, aliás, com o grosso da sociedade cabo-verdiana, tinham uma percepção consciente do fenómeno e do ambiente políticos na altura, nem tampouco da perspectiva que se viria a concretizar cinco anos mais tarde, com a abertura política.

Pergunta: E como é que os ouvintes, e a sociedade no seu todo, reagiram a esses acontecimentos?

Resposta: Julgo que com alguma surpresa, por um lado, e com um misto de agrado e de um forte espírito crítico, por outro. Tínhamos feito a “Informação Especial 10º Aniversário da Independência Nacional” e depois retomámos a nossa formação. Foi um momento marcante nas nossas carreiras, e cada um haverá de recordá-lo à sua maneira. Um pormenor de que eu, pessoalmente me lembro bem, além, naturalmente do ambiente vivido e do gozo que a experiência proporcionou, é do genérico dos nossos serviços informativos. O jingle foi “construído” a partir de uma interpretação musical do Paulino Vieira, de que não recordo o título, e o off (Informação Especial X Aniversário da Independência Nacional) foi feito pelo Giordano Custódio. Mas a referência que guardo é que, depois dessas emissões especiais, houve muita gente que nos incentivou mas também houve pessoas que criticaram, com mais ou menos dureza, a nossa prestação, mas basicamente no domínio da apresentação.

Pergunta: Qual era o tom dessas críticas?
Resposta: Até a nossa entrada, os ouvintes estavam habituados a um tipo de serviço informativo apresentado por locutores (que se assumiam como tal) com largos anos de prática e que primavam por uma dicção cuidada. Na maior parte dos casos, esses locutores nada tinham a ver com o processo de produção jornalística e apenas tomavam contacto com os conteúdos na hora de os apresentar. Excepções a esses casos eram o António Pedro Rocha, o Carlos Gonçalves e a Fátima Azevedo. Tínhamos também o Francisco de Pina, considerado por muitos a melhor voz de sempre da rádio em Cabo Verde e o Ivo Vera Cruz mas que, embora sendo quadro da Emissora Oficial, não era jornalista. Para a apresentação dos noticiários fazia-se também recurso a pessoas de fora como o José Gonçalves e o Barreto Monteiro, igualmente excelentes locutores. Como se vê, os ouvintes estavam habituados a uma qualidade de apresentação que não podia ser garantida por pessoas que, como nós, não tinham qualquer experiência de microfone. Daí que a vertente apresentação do nosso trabalho tenha saltado à vista pela negativa, embora o nosso coordenador, o António Jorge Branco, nos dissesse sempre que o mais importante era a qualidade dos conteúdo, ressalvando sempre, no entanto, que tínhamos de esforçar-nos por fazer uma comunicação clara e convincente, mesmo que não tivéssemos a voz e a dicção de um Francisco de Pina ou de um José Gonçalves. Mas entre críticas e incentivos, lá fomos fazendo o nosso trabalho, procurando superar-nos naquilo em que tínhamos mais debilidades, nomeadamente na apresentação. Houve muitos comentários e, inclusivamente nos jornais se escrevia sobre as “novas vozes” da rádio. Lembro-me, por exemplo, de uma crítica feita pelo Jorge Alfama na coluna que assinava no jornal Tribuna, na qual nos chamava “Jornalistas de Meia Garrafa”. Confesso que não sei o porquê da escolha desta expressão mas caiu muito mal entre o colectivo, e tivemos que exercer o nosso direito de resposta. Lembro-me de ter sido eu a escrever o texto, que foi aprovado pelos colegas e publicado no mesmo jornal. A propósito ainda desta questão, consta que o Corsino Fortes (que era o secretário de Estado da Comunicação Social) e o Corsino Tolentino (na altura ministro da Educação), ter-se-ão encontrado numa cerimónia pública e, como um dos assuntos incontornáveis do momento era a nossa prestação na novel Rádio Nacional de Cabo Verde, o segundo terá perguntado ao primeiro:

- Mas oh, Corsino, onde foste buscar esses locutores que tens agora na tua rádio?
De forma serena e bem-humorada, como é seu timbre, o Fortes volta-se e responde:
- Onde havia de ser? Nos teus liceus.

Não sei se este episódio terá realmente acontecido mas ilustra bem as incompreensões que tivemos que enfrentar para nos afirmarmos. Muita gente não estava preparada para o jornalismo que introduzimos no universo da rádio em Cabo Verde, porque a principal preocupação não era com os conteúdos mas com a forma de que se revestiam para chegar até aos ouvintes. Mas as coisas viriam a piorar ainda mais quando o Ministro da Informação, Cultura e Desporto, David Hopfer Almada, ordenou a nossa retirada das antenas da RNCV, entregando a apresentação dos serviços informativos aos locutores profissionais. Devo dizer que isso constituiu um grande revés, na medida em que encarávamos o microfone como um complemento, se calhar não muito importante mas necessário, do nosso trabalho. Alguns de nós desistiram de vez dessa vertente do trabalho jornalístico radiofónico mas a maior parte persistiu e hoje somos os profissionais que todos conhecem, não digo nem bons nem maus mas, seguramente melhores do que no princípio.

(Continua…)




20 comentários:

  1. Mais seriedade Carlos e sobretudo mais rigor! Como é que alguém que começou a fazer radio em 1985 pode ser um "pioneiro"? Como eu escrevi em anteriores criticas temos que ser mais rigorosos e se queremos de facto escrever a historia da radio em CV ha que fazer investigaçao consequente e descobrir-se os verdadeiros pioneiros que formaram directa ou indirecta gente como Orlando.

    Al Binda

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  2. "Muita gente não estava preparada para o jornalismo que introduzimos no universo da rádio em Cabo Verde" dixit Orlando.

    O mal do crioulo é querer ser o melhor de todos; estar sempre em picos de pés. O Fonseca Soares quis destacar a sua pessoa para dizer que a sua geraçao é que foi a geraçao de "ouro" em matéria da radio.

    Vem-nos agora dizer o ORLANDO que ele e sua geraçao "introduziram" uma certa forma de jornalismo em CV para a qual o pessoal nao estava preparado.

    Com isso está também o Orlando a desprezar aqueles que o precederam, dizendo mesmo que a sua geraçao provocou uma "revoluçao" na Radio. Revoluçao claro no sentido de fazer melhor.

    Ora bem tudo isto nao passa de falacia e mesmo de mentira grosseira pois Orlando e sua geraçao nao introduziram coisissima nenhuma e tao pouco revolucionaram porra nenhuma.

    Como Fonseca também o Orlando nao sabe ser rigoroso, nao sabe trabalhar com conceitos. E nao é inteligente, pois estatela-se ao comprido pois ele mesmo avança argumentos e nomes que contradizem as suas afirmaçoes mentirosas.

    Como é que ele pode poder ter revolucionado o jornalismo de radio, se os seus proprios professores ja tinham formado caboverdianos que participaram mesmo no seu proprio curso como "monitores"? E é o proprio Oralando que cita por exemplo o nome de Fatima Azevedo. Pois bem Fatima e outros colegas como Carrilho, Carlos Lima, Luis Lobo, ja tinham sido alunos dos portugueses formadores citados e também eles ja tinham dito a mesma coisa que o Orlando agora diz na entrevista: que tinham revolucionado a maneira de fazer jornalismo de radio, o chamado jornalmismo de RM.

    Al Binda

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  3. Mas entao onde está a revoluçao de ORLANDO? A revoluçao so pode ser negativa, pois a geraçao de ORLANDO tinha uma desvantagem em relaçao à de Fatima que era precisamente o dominio da lingua portuguesa e do microfone.

    Em matéria de "peças de 10 minutos", nao sei se é verdade mas se é verdade, tal nao tem nada a ver com jornalismo, mas com directivas propagandisticas de regime de partido unico. E para complicar as coisas do lado da geraçao de ORLANDO, nao houve grandes evoluçoes, pois pegando num exemplo ainda fresco, ouvi ontem o programa Magazine Cultural, que dura duas horas.

    Ora bem falando pois de tempo de peças de 10 ou mais minutos, que dizer também de um programa de duas horas? A Radio de Cabo Verde é a a unica radio no mundo que tem programas que duram duas horas. Ainda por cima com o agravante de o apresentador, que pertence à geraçao de Orlando, prometer um sumário anunciando uma entrevista muito propagandeada na antena de José Luiz Tavares e chegar ao fim do programa e dizer com todo o desplante sem avançar uma explicaçao plausivel que so passaria a entrevista que deu um cheirinho no proximo programa.

    Em contrapartida o apresentador passou extractos de propaganda de Amilcar Cabral, que nao tinha sido préviamente anunciado, sem qualquer contextualizaçao, enfim para além de realizar o programa sem um fio condutor, completamnte desarticulado. E que dizer do jornalista que para fazer uma pergunta faz toda uma fita para depois dizer ao entrevistado e cito:"gostaria de lhe perguntar"....

    E' esse o modelo do tal jornalismo que revoluciona? Mas se o homem quer perguntar porque é que nao coloca directamente as suas questoes, sem estar com floreados, perdendo-se alias no emaranhado do seu discurso mal alinhavado, pois o tal apresentador nao domina a lingua portuguesa que muitas vezes mistura com crioulo?

    E' essa a revoluçao da geraçao Orlando?

    E' como digo, quando se quer posicionar-se num patamar acima menosprezando o colega ao lado, ha sempre desastre. Infelizmente, vejo que ainda nao apareceu um representante da velha geraçao, para corrigir esses Orlandos e Fonsecas, que querem protagonismo, esquecendo-se de algo que é basilar: por mais que queiramos um lugar de destaque, directa ou indirectamente, estaremos sempre em divida para com aqueles que nos precederam: SEMPRE!

    Voltarei, porque como Fonseca, vejo que Orlando, ainda nao entendeu bem o papel dos verdadeiros pioneiros da Radio em Cabo Verde, e ainda nao entenderam bem o conceito dos "locutores" como Zé dos Tacv e Barreto da Imprensa, entre outros citados..Vou ensinar essa gente a falar e defender melhor a sua profissao...

    Al Binda

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  4. Senhor AL BINDA

    Sobre o seu comentário em relação a uma eventual necessidade de “mais rigor” - ou seria maior – por parte do Carlos Santos não comento. Para que saiba eu não faço parte da geração do Orlando Rodrigues. Naltura quando este PIONEIRO da RNCV – Rádio Nacional de Cabo Verde (consulta a Lei) tinha eu nove anos. Entrei para a RCV – Rádio de Cabo Verde, esta sim, de que sou pioneiro, em 1996. Contas feitas o ou a Al Binda mal sabe da Historia da legislação da Rádio Publica em Cabo Verde. Dito isto. Oiça, Referindo ao Programa Magazine Cultural: Na verdade em nenhum momento do espaço terei anunciado “grande entrevista com José Luís Tavares”! Titulei que iria passar parte de uma tertúlia promovida pela Associação ETNIA e, tendo como assistência alunos universitários. Na verdade pretendia dar mais tempo ao tema. Infelizmente num programa ao vivo nem sempre o guião é estático. Para tua formação disponibilizo-me a dar-lhe alguma dose de arrogância em como se faz um guião ou roteiro de um programa radiofónico. Quanto ao extracto do testemunho de Cabral deixo para este excerto de Amílcar servir de resposta à tua manifesta e incipiente vocação para andar na contra-mão e em ziguezagues. “Gostaria de lhe perguntar”: considera razoável que os teus comentários merecem algum olhar crítico. Quanto ao domínio do Português: a única coisa que eu domino nesta vida é a minha capacidade de aprender e reconhecer erros. Por vezes frontalmente radical. O teu português que considero razoável, certamente, não serviria para a Rádio, pelo nesta onde se exige qualidade e fala adequada. Aqui não se exige domínio de idioma algum. Leia o Germano Almeida e compreenderá o que lhe quero expressar. De resto um exercício ingrato ante a tua concepção do absoluto e do analítico. Tenho orgulho em meu papiar português, do meu dizer kriolu assim como tenho pena de não seres galinha para que um dia pudesse dominar o Português e o Crioulo quando os dentes te saíssem. Para terminar sugiro que em vez de gastar seu desprestigiado teclado em ninharias de quem de Rádio apenas conhece o receptor, dizia, sugiro que (quando a lei for submetida ao Parlamento e, em vigor) que concorras para o mais bioque dos provedores de ouvinte! Processou? Se quiseres podes responder aqui. Caso contrário: manda o texto ao meu superior que terei todo a má língua portuguesa e o mau Krioulu para te responder a medida de “figa canhota bardolega Espanha”.

    Elis Ângelo Ramos
    Jornalista

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  5. Não sei onde é que o Elisângelo aprendeu a conjugar verbos. Do começo ao fim do seu texto e na mesma frase trata-me por tu e você ao mesmo tempo. E' assim que você trata igualmente os seus entrevistados. Só por este pequeno exemplo você nao devia trabalhar em nenhum meio de comunicaçao social. Mas você nao é culpado; criminoso é quem o seleccionou. Ainda por cima você tem o atrevimento de querer trabalhar com a cultura! Você nao passa de um analfabeto cultural que nem sabe a conjugação de verbos quanto mais agora conhecer o significado da cultura.

    Mas afinal de que cultura fala? Você mal conhece o significado das palavras. Tenha mais rigor naquilo que diz e nao "maior" rigor como quer que seja; saiba também utilizar a palavra "mitigar" que disse na entrevista que deu mais acima! Ja viu o significado de mitigar? O que é que essa frase onde mete mitigar quer dizer? Você acha que está à altura para debater a coisa cultural comigo? Ja me leu? Você percebe o conteúdo do texto que escrevo na rúbrica Opiniao da Semana ao texto do poeta José Luiz? Tem mesmo canela? Nao, rapaz, você mal sabe conjugar os verbos! Veja so este exemplo:

    "Para tua formação disponibilizo-me a dar-lhe alguma dose de arrogância em como se faz um guião ou roteiro de um programa radiofónico."

    Começa por me tratar por tu para mais à frente meter o "lhe" que tem a ver com o tratamento de você; como eu disse, do início ao fim do seu texto, é todo assim; é lamentável que você seja jornalista. Mas ja agora o que é que quer dizer com essa frase e a "arrogância em como..."? A propósito, o que é "em como se faz..? Onde é que aprendeu a escrever português?

    Enfim, rapaz, ser da mesma geração nao quer dizer ter a mesma idade. Estou a ver que esta actual geraçao tem sérias dificuldades com a língua portuguesa. Bá trá pul na cinza, rapaz!

    E fique a saber que não sou candidato a nada na sua Rádio.

    Al Binda

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  6. Eu tinha regressado para continuar com a minha crítica ao texto de Orlando. Logo, continuo. Orlando diz-nos todo emproado que os seus professores de jornalismo foram Antonio Jorge Branco, Cruz, Adelino Gomes entre outros. Alguns deles ja tinham sido professores de Fatima Azevedo ou Fernando Carrilho, como eu disse no anterior post.

    Mas pergunta-se agora: onde é que esses senhores se formaram como professores de jornalismo? A verdade é" que sao todos "tarimbeiros", alguns com formaçao interrompida de direito. Nenhum deles que eu saiba terminou os seus cursos universitarios. Mas para mim, tal nao me poe problema nenhum!

    Somente, é de perguntar porquê esse complexo da nossa gente frente ao branco? Porque é que se exibe como professor um branco tarimbeiro e nao um preto da casa, ele também tarimbeiro na profissao?

    Até porque, Orlando refere-se a nomes de caboverdianos, como Antonio Pedro Rocha, Carlos Gonçalvez, que na altura, ja tinham formaçao superior de jornalismo, produçao e realizaçao de Radio no mesmo Instituto que o Fonseca Soares tirou o mesmo curso, um dos melhores institutos europeus segundo esse ultimo teve o cuidado de realçar no nosso debate.

    Pergunta-se entao: se estes três nomes ja tinham formaçao superior na Radio, porquê ir buscar portugueses que nao tinham nenhuma formaçao superior na area? Tanto mais que esses três nomes crioulos acima referidos tinham também a mesma ou mais experiência de radio do que os portugueses referidos.

    Enfim, porque Orlando se refere a José Gonçalves, eu queria chamar a sua atençao para o facto de que Zé nao era apenas "locutor" como diz com um certo desprezo. A proposito, informe ao Carlos Santos que ele tem de pagar direitos de autor pelo nome do programa "Bom dia Cabo Verde" que ele faz actualmente. Sim, é que esse era precisamente o nome do programa que José Gonçalves apresentava nessa mesma hora ha 30 anos. Ele era também autor, apresentador e realizador do maior programa de Automovel aos domingos jamais feito em CV; uma autêntica autoridade na matéria.

    Aproveito para lançar um repto ao Zé e a outros grandes nomes da radio para virem escrever parte da historia desse mídia porque anda por aqui muito macaquinho convencido de que está a descobrir a pólvora!

    Voltarei!...

    Al Binda

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  7. 'Relógio Matinal'. Era esse o nome do programa matinal da Rádio Clube de Cabo Verde, há mais de trinta anos atrás.

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  8. Senhor Anonimo, informe-se melhor porque antes do Relogio Matinal, existia Bom dia Cabo Verde de José Gonçalves e parece-me também de um tal Aurélio que teria sido co-autor; tratava-se de um programa que vinha desde os tempos do Radio Clube de Cabo Verde e que existiu até aos primeiros anos da Independência.

    Prossigo de borla ou o Carlos Santos está sempre disposto a pagar-me? Ou o Carlos vai contactar o Zé Gonçalves, o Ivo Vera Cruz, o Barreto, para se fazer a historia da Radio com rigor.

    A proposito de rigor, quem de Zé Leite ou do Carlos explica ao jovem Elisângelo que o mais rigor que empreguei mais acima entrava no contexto de mais rigoroso? Quem diz ao jovem que ha mais rigor e maior rigor que têm sinónimos diferentes? Mas porque estou nisto, nao me faz diferença nenhuma dizer ao puto, que desconhece regras de base de gramática, que maior rigor é quando se está a dirigir-se a alguém no quadro de permissão ou proíbição.

    Por exemplo: maior rigor na venda de bebidas alcoólicas. E mais rigor para quem esteja a conduzir um carro ou um programa de rádio com o significado de ser mais rigoroso.

    Vejamos agora mitigação. Quer dizer acto ou efeito de mitigar; diminuição do mal; alívio; refrigério ou atenuação.

    Ora bem se o Elisângelo pegar num desses sinónimos e colocar no lugar de mitigar ou mitigação, a sua frase continuará a nao ter qualquer sentido como ja é o caso. A frase nao quer dizer rigorosamente nada.

    O problema é que ja reparei que muitas vezes certos jornalistas empregam palavras sem conhecer os seus verdadeiros significados.

    Enfim, porque estamos a esclarecer conceitos, vamos entao analisar a famosa palavrinha de locutor.


    Al Binda

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  9. Como eu defendi em anteriores posts no debate com Fonseca Soares e agora com Orlando ha um certo vazio nas explicaçoes que os dois deram ao conceito de locução. Mas eu sei que nunca pensaram aturadamente no conteúdo do que é locuçao pelo que vao concordar com a minha explicaçao.

    Alias, Fonseca Soares esteve proximo de dar uma definiçao mas so nao deu porque na verdade nunca reflectiu sobre a questao. Eu sou um homem de reflexao, um pensador que trabalha com conceitos, com noçoes juridicas, filosóficas, teológicas, metafísicas etc; logo eis a minha reflexao.

    Locutor, e pegando pela frase de Fonseca Soares que disse que perdeu o posto porque lhe disseram que era uma criança de 15 anos, que nao podia ter responsabilidade para chefiar uma equipa.

    Exactamente, um locutor era o elemento mais completo da Radio, era o orquestrador que tinha competências de locuçao, produçao, realizaçao e chefe de equipa. O Locutor, era a voz, a personalidade que definia uma Radio. Aquele que falava é que era o actor central. Se fosse bom, era a Radio que era boa; se fosse mau, era a Radio que era uma merda.

    Mas em termos de conteúdo era aquele que era capaz de substituir todos os outros porque como disse era completo. Quer dizer, locutor so podia ser aquele que sabia ler sem papel, ter a capacidade de improvisaçao sobre qualquer tema. Por exemplo em matéria noticiosa, um dos pontos de celeuma entre mim e Fonseca Soares, dizia, o locutor é que lia os noticiarios, nao porque so sabia ler.

    De maneira nenhuma, o locutor lia os noticiarios, para além das suas outras responsabilidades, porque era ele que sabia ler com dicçao correcta e porque o noticiarista, o que mais tarde se chamaria jornalista, so sabia escrever e quase nunca sabia ler.

    Em contrapartida o locutor sabia também escrever e a prova é que era capaz de ler sem papel, quer dizer improvisar sobre qualquer reportagem cultural, politica, desportiva etc. O noticiario ou o redactor de noticias, era incapaz disso, a um dado momento historico; so mais tarde é que teve preparaçao para tal.

    Para que nao haja duvidas na cabeça de Fonseca Soares e Orlando, eu descrevi a figura central do locutor historico na radio em CV e Santos Nascimento deu nomes historicos dalgumas dessas pessoas no seu historial da Radio.

    Mas havia uma segunda figura de locutor menos central. E é essa segunda figura que fez confusao na cabeça de muitas pessoas inclusivé profissionais como FONSECA SOARES. Essas pessoas tentaram colar à pessoa desse locutor, alguém que so sabia ler as noticias, como diz Orlando;alguém que ia ler as noticias escritas por noticiaristas ou jornalistas, como ele diz um Zé Gonçalves; Ora nada mais falso, pois Zé era um locutor completo que escrevia, produzia e realizava programas e dava um help na leitura dos noticiarios como complemento.

    Al Binda

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  10. Mas dizia essa segunda figura de locutor foi uma excepçao na profissao de locutor, essa mistura de animador, moderador, apresentador e jornalista.

    Francisco apresentado por Orlando como talvez a voz mais bonita de todos os tempos da radio em CV, era precisamente alguém que se enquadrava na figura do segundo locutor. E' verdade que ele tinha uma bela voz, mas nao acho que ele tenha sido a VOZ de todos os tempos.

    Orlando confunde o português lido por alguém que cresceu a falar português em Moçambique, com um caboverdiano que sempre falava em crioulo e de vez quando quando ia falar na radio falava em português. Mas de qualquer maneira Francisco tinha uma bela voz. Mas que dizer dos filhos de portugueses que so falavam português e com dicçao dos pais e que eram locutores de radio, Zito Azevedo por exemplo ou Evandro Matos?

    Orlando conheceu essas vozes? Duvido! Como pode pois fazer essa afirmaçao de que Francisco terá sido a voz mais bela de todos os tempos? Orlando conhecerá PELO CONTRARIO a voz de Carlos Afonso, que era filho de português e que tem grande dominio da lingua e ja agora uma voz também bonita. Francisco era melhor? Duvido! Mas sao pormenores.

    O que interessa, e Orlando até se refere a isso, citando o seu "professor" é o dominio da escrita e da fala, porque aqui estamos sobretudo a falar de jornalismo de radio. Carlos Afonso ou Fernando Carrilho nao precisam de textos, porque dominam a lingua falada e podem falar durante horas em português. Sao esses os paradigmas do jornalismo de radio entre outros.

    Enfim, quem diz ao Elisângelo que pioneiro tem um significado bem preciso. Sim, porque se ficarmos pela definiçao que ele avança, entao nao sei quando é que vamos parar nesse pioneirismo.

    Se se mudar o nome da Radio no proximo governo com nova legislaçao, será que se vai chamar pioneiros aos futuros jornalistas dessa radio? Nao, sejamos sérios: pioneiros da Radio em CV, radio em termos abstractos, sao aqueles que deram os primeiros passos ou seus filhos espirituais que serviram de ligaçao com as actuais geraçoes. Geraçoes, que como eu disse aprenderam directa ou indirectamente com os pioneiros que ensinaram aos filhos espirituais, que ensinaram aos outros etc e tal.

    Al BINDA

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  11. Bom... sou obrigado a entrar outra vez nisto. Primeiro para dizer que discordo da teimosia do Al Binda em reafirmar que existia Bom dia Cabo Verde antes de Relógio Matinal. É assim: antes de Relógio Matinal não havia programa matinal na Rádio Clube de Cabo Verde. Relógio Matinal sim, que era realizado e apresentado por Ivo Vera-Cruz, Luís Carlos Vasconcelos, Luís Lobo, entre outros colaboradores de que se salienta José Gonçalves, Tony Moeda, Aurélio Carlos Moreira, entre outros. Aqui no Mindelo, na Rádio Barlavento, fazia-se mais ou menos no mesmo período, Feliz Despertar, depois Olá Bom dia, e mais tarde, bem depois da Independência (porque fui eu a dar o nome) Bom dia Cabo Verde. Inclusivé, na sequência o grande trovador mindelense Manuel de Novas compôs uma música especial com o mesmo nome que passou a ser o indicativo...
    Já agora, estando por cá, reiterar que nunca defendi para mim os anos de ouro da rádio. A ideia de referir aos anos de ouro da rádio em Cabo Verde apareceu-me justamente quando me referia aos ouvintes que, na época, sem TV no país, estavam 'apaixonados' pela rádio... tão sómente. Eu não tenho pretensão de chamar para mim nenhum protagonismo... eu só vivi a minha vida toda na rádio, desde os 15 anos, a procurar dar o meu melhor... a aprender, a estudar, a experimentar, a cumprir, a tentar fazer cada vez melhor, como um dos trabalhadores da rádio de Cabo Verde. Mas com orgulho de o ser. Nada mais.
    Quanto ao resto, apraz-me reconhecer que comungo do grosso das ideias e conceitos aqui defendidos pelo mesmo Al Binda, sobretudo em relação ao papel do agente da rádio, o locutor.

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  12. E' o fim da macacada ver um homem de radio como Fonseca Soares defender o indefensavel e ainda por cima a chamar-me "teimoso"! Com que entao no Radio Clube de Cabo Verde, nao havia emissao de manha antes do Relogio Matinal?

    Com que entao Feliz Despertar era na Radio Barlavento?

    E é o Fonseca Soares que quer escrever a historia da radio em CVerde?.

    Mas onde andam o Ivo Vera Cruz e Cânfora e José Gonçalves para explicar ao Fonseca Soares que sempre existiu uma emissao de manha na Radio Clube de Cabo Verde e que existiu sim senhor um programa chamado Bom dia Cabo Verde na Praia?

    Al Binda

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  13. para não haver dezinformação o moderador do site devia de vez em quando dar a sua versão

    RELOGIO MATINAL foi criado por João Matos e FELIZ DESPERTAR era do RADIO CLUBE MINDELO

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  14. Termino a minha crítica ao texto de Orlando com mais duas citaçoes:

    "Pela primeira vez na história da rádio em Cabo Verde uma notícia do desporto, uma ocorrência de âmbito social envolvendo cidadãos comuns e não os dignitários do regime ou, ainda, uma matéria de cariz internacional passaram a ter dignidade de “primeira página”.

    Esta afirmaçao é mais do que uma falacia; é uma grande mentira. E vou dar apenas dois exemplos: a primeira ediçao da taça Amilcar Cabral, mereceu destaques de "primeira pagina" quase do primeiro jogo ao ultimo jogo; segundo exemplo: lembro-me perfeitamente de finais de campeonatos nacionais de futebol nacionais que fizeram também a abertura dos jornais da radio.

    E nao digo mais, deixando que reporteres e relatores de futebol que viveram esses momentos venham aqui defender a sua imagem profissional manchada dessa maneira por um megalómano à procura de protagonismos.

    Vejamos agora a segunda citaçao:

    "Muita gente não estava preparada para o jornalismo que introduzimos no universo da rádio em Cabo Verde, porque a principal preocupação não era com os conteúdos mas com a forma de que se revestiam para chegar até aos ouvintes."

    Comecei por responder em anterior post a esta citaçao na sua parte sobre a introduçao desse jornalismo no universo da radio. COmo eu disse tal é também uma mentira, pois Fatima Azevedo, Fernando Carrilho, Carlos Lima e Carlos Afonso ja tinham dito a mesma coisa quando seguiram formaçao identica em Portugal com esses tais "professores" portugueses como Branco.

    Alias nao percebo porque é que Fatima Azevedo e Elizabeth voltaram a seguir a mais uma farsa de formaçao dada desta feita em CV por nomeadamente Branco, que tinha sido "professor" das duas simpaticas!

    Enfim a ultima parte da frase que tem a ver com conteudos e forma. O nosso brincalhao de serviço, Orlando, so pode estar a acariciar a sua vaidade desmedida! E volto a dizer, que nao compreendo que profissionais mais velhos do que Orlando e ainda na actividade deixem passar assim tais mentiras. Nao percebo porque é que Fatima Azevedo, Carlos Lima, Fernando Carrilho, Fonseca Soares ou Luis Vasconcelos, nao venham aqui defender esta afronta de Orlando.

    As noticias e os programas que essa gente fazia nao passava de "forma", de coisa sem "conteúdo"? A resposta foi dada por Orlando, o Magister!

    Fico à espera da segunda parte da entrevista, que o homem deve estar a corrigir come medo da minha sentença.Mas estou aqui!

    Al Binda

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  15. Para quando a segunda parte da entrevista? Estou à espera... para poder rir mais um bocado. O Orlando, realmente, tem piada. Al Binda, achas que o Orlando está com medo? Eu acho que não porque o homem não enxerga as boboseiras que diz. Mas não o culpem. A culpa é do seu ego que é gigantesco. Alguém tem um "desconfiómetro" que lhe arranje? Nós, os outros, agradecíamos. Fiquem bem.

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  16. Nao, Anonimo, nao penso que o Orlando tenha medo, tanto mais que a responsabilidade da publicaçao da segunda parte da entrevista é de Carlos Santos dono do blogue.

    Compete pois ao Carlos colocar aqui o prometido; mas porque esta primeira parte da entrevista foi passada a pente fino, acredito que o Orlando esteja a corrigir com o Carlos passagens menos claras susceptíveis de uma crítica fundamentada.

    Em contrapartida quem parece ter apanhado um grande medo é o Fonseca Soares que ainda nao veio corrigir as bojardas que mandou e cito o homem:


    (...)"antes de Relógio Matinal não havia programa matinal na Rádio Clube de Cabo Verde. Relógio Matinal sim, que era realizado e apresentado por Ivo Vera-Cruz, Luís Carlos Vasconcelos, Luís Lobo, entre outros colaboradores de que se salienta José Gonçalves, Tony Moeda, Aurélio Carlos Moreira, entre outros. Aqui no Mindelo, na Rádio Barlavento, fazia-se mais ou menos no mesmo período, Feliz Despertar"(...)

    Pergunto agora ao jornalista Fonseca Soares, qual é a sua fonte. Sim, um jornalista que afirma peremptoriamente o que afirmou tem de avançar a sua fonte. Estou à espera dele, porque eu ja estou de posse das minhas fontes, que me confirmam por exemplo que dos nomes avançados por Fonseca Soares, o Moeda por exemplo, nunca trabalhou no Relógio Matinal, que por exemplo esse programa é da autoria de João Matos e Luis Carlkos Vasconcelos, enfim, que repito, uma vez mais, José Gonçalves foi o arquitecto do programa Bom dia Cabo Verde, e que ele nunca trabalhou no Relógio Matinal que foi criado em 1980, quando o programa de Zé Gonçalves é de antes da Independência...

    Al Binda

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  17. Tchá não tem razão.Al Binda e os Anónimos têm razão. Como explicar tantos Anónimos aqui? Acho que são jornalistas travestidos. O próprio Al Binda é um infiltrado porque ele conhece assuntos que dizem respeito a quem está por dentro. O programa Feliz Despertar era do famoso Evandro de Matos da Rádio Clube Mindelo. O verdadeiro nome do programa da Rádio Club de Cabo Verde até à independência era Olá Bom Dia Cabo Verde, que José Gonçalves apresenta com eco que ficava a ricochetar no ar Olááá....CaaaaaBooooooooo Verdeeeeeeeeeeee!....

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  18. Afinal, Virgílio Brandão (vulgo Al Binda), os comentários são sobre a entrevista do Orlando ou sobre a o Relógio Matinal, Bom Dia Cabo Verde etc?

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  19. Eis aqui mais um engraçadinho que ainda por cima é incapaz de criar um pseudónimo, preferindo o escuro do anonimato.

    Sr Anónimo, (o ultimo, antes deste meu post) se você fosse mais inteligente saberia que nao posso ser Virgilio, porque nao posso chamar nazi a mim mesmo. Va ao blogue do Virgilio ver o debate que eu tive com ele sobre o jurista nazi Carl Schmitt, que ele defendeu.

    So por aí pode ver que nao sou Virgilio. E depois, eu tenho mais bagagem intelectual do que ele, caramba!

    Quanto à sua outra questao, pelos vistos você nao sabe mesmo ler. Eu ja escrevi mais acima um ultimo post sobre a analise da entrevista (primeira parte) de Orlando, dizendo mesmo estar agora à espera da segunda parte.

    O que nao me proíbe de maneira de aclarar pontos obscuros defendidos pelo jornalista Fonseca Soares, que ainda por cima foi director da Radio Nacional, pelo que devia ser mais responsavel. Ou pelo menos avançar as suas fontes daquilo que afirma peremptoriamente, tendo em conta as responsabilidades que ele teve ao nivel da radio neste país.

    Se se está a escrever a Historia da radio em CV, ha que ser o mais rigoroso possivel nas afirmaçoes que cada um avança. Razao pela qual eu disse ter fontes fidedignas daquilo que avancei sobre Relógio Matinal, criado por João Matos, hoje na Radio França Internacional, e de que Bom dia CVerde foi um programa de Zé Gonçalves.

    Agora se o Anónimo tem algo a dizer sobre este assunto que exerça o seu direito de exprimir, que todos ficaríamos a ganhar, se é que tem outra versao. Mas nao acredito, pois ja vi que mal sabe ler, quanto mais agora ter conhecimento. Isto para responder a outro leitor que questiona as minhas intervençoes, dizendo que eu seria uma espécie de "agente infiltrado". Conhecimento nao significa estar na mesma casa. Ha pessoas que estao numa empresa, mas que nao conhecem nada da mesma, nao porque estao la, mas porque nao têm conhecimento. Conhecimento, é saber, é ter livros, é estudar..

    Al Binda

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  20. O Sr.Al Binda tem razao, eu sou filho de um dos jornalistas que ele está a citar e posso afirmar que ele, sabe da história...........mas se querem saber mais perguntem ao Ivo Vera-Cruz, José Gonçalves,Luis Lobo, Canfora,etc. Estes gajos nao sabem quase nada. Quem é o Orlando Rodrigues?

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